Avançar para o conteúdo principal

Notícias | Vangest JH12 presente no Rally TT Vinhos de Ervideira


Os portugueses sempre foram bons a fazer jipes. Fizemos o UMM que é provavelmente o melhor jipe alguma vez feito no mundo inteiro e agora a Vangest, um grupo de empresas da Marinha Grande, desenvolveu este espectacular Jipe que já está pronto para participar em provas de TT.

Carlos Oliveira para além de ser o líder do Grupo Vangest é também um grande aficionado por todo-o-terreno. Pode-se dizer que o grupo Vangest é o cocktail perfeito de indústrias e tecnologias para criar um Jipe 100% nacional. E que Jipe! O Vangest JH12 é uma beleza. Para além de terem feito um jipe em Portugal a Vangest tem como clientes a Airbus, Boieng, Audi, VW, Bugatti, BMW, Mercedes-Benz e a Land Rover.


O mais engraçado é que este projecto começou com um desafio por parte de José Henriques (dono da equipa TT Cattiva Sport), Carlos Oliveira começou a desenvolver este grandioso jipe e até deu as iniciais do seu desafiante ao carro "JH", o número 12 foi o ano de construção do Vangest. Mas construir este carro não foi apenas por um desafio, mas sim para mostrar ao mundo que é possível construir em Portugal um jipe de competição com um grande design, robusto e com engenharia de topo. Também pode-se dizer que foi uma manobra de Marketing para que Carlos Oliveira pudesse dizer aos seus clientes construtores de automóveis que também conseguem fazer bom e mais barato.

Este Vangest é também um carro muito terra-a-terra, isto porque apesar de ter sido possível fabricar tudo de raíz o Vangest JH12 aproveita peças de outros carros, como por exemplo o motor que é de um BMW,  as ópticas da frente que são de um VW e as ópticas traseiras que são de um Mini. Assim os custos são mais baratos e a qualidade fica garantida. 


Em breve já vamos poder ver este Jipe a rasgar pelas serras adentro. E já que o senhor Carlos Oliveira é um homem de desafios, deixo aqui este. Que tal preparar o Vangest JH12 para o Dakar 2015 e levar um carro e equipa totalmente portugueses ao pódio? Pense nisso Sr. Carlos Oliveira. Pense nisso!

Vangest JH12 – Ficha técnica

Dimensões
4630mm (comprimento) x 1990mm (largura) x 1810mm (altura)
Distância entre eixos: 2900mm
Peso: 1900kg (regulamento FIA)
BMW 3.0l biturbo Diesel
Sistema de injeção common-rail
Potência máxima: 300cv
Binário máximo: 700Nm
Restritor de admissão de ar de 38mm
Velocidade de ponta: 195 km/h
Transmissão integral
Caixa sequencial Sadev de seis velocidades
Diferencial central Sadev com autoblocante
Embraiagem de disco duplo cerâmica
Estrutura tubular
Discos de travão ventilados (315mm) com pinças de quatro pistões
Distribuição de peso 50/50
Duplo braço (atrás e à frente)
Amortecedores Öhlins de três vias com sistema hidráulico
Carroçaria em materiais compósitos (fibra de vidro/fibra de carbono/kevlar)
Fundo em alumínio
Para-brisas aquecido
Portas em 'asas de gaivota'
Duas rodas suplentes
Jantes de 16 polegadas
Pneus BFGoodrich 235/85 16




Comentários

Mensagens populares deste blogue

Filtros K&N - Afinal são bons? Ou são bons para deitar fora?

Sabem qual é a principal modificação que as pessoas fazem a um carro ou mota? Não é velas, nem suspensões, nem travões, nem adicionar turbos ao motor... É fazer modificações na admissão de ar do motor.  Já devem ter ouvido falar dos filtro de ar da K&N. Já faz um tempo que tenho andado a estudar este assunto. Parece que existem duas pessoas no mundo. As que gostam do filtro K&N e as que dizem mal do filtro. Eu fiz muita pesquisa, vi muitos vídeos e li muitos artigos, falei com pessoas que os usam e vou tentar dizer-vos qual é a minha conclusão sobre tudo o que se diz sobre estes filtros. Mas primeiro, vamos a uma lição de história. Os filtros K&N nasceram da necessidade de dois malucos por corridas de motos em terra batida (sim, corridas com MUITO PÓ mesmo, e já vão ver porque é que esta ressalva é importante), que se queixavam dos filtros normais de papel que ficavam obstruídos muito depressa, o que baixava a performance do motor. Para além disso era uma...

5 futuros clássicos para investir 2015 - Fiz bem as previsões ou não?

Há 10 anos, publiquei um artigo sobre futuros clássicos para investir edição de 2015 , e achei que seria interessante fazer um exercício: E se tivessem seguido os meus conselhos? Teriam ganho ou perdido dinheiro? Foto: Influx Nesse ano, um dos carros que sugeri que iria valorizar foi o Fiat Barchetta . Durante vários anos, o Fiat Barchetta foi um carro super barato e provavelmente um dos mais divertidos que conduzi pelo preço. Com um chassis leve e um motor 1.8 de 130 cavalos, só pecava por ser tração dianteira, mas ainda assim era bastante divertido de conduzir — a traseira soltava-se com facilidade e de forma controlada. No artigo de 2015, referi que os preços rondavam os 4.000 € / 5.000 €, e que exemplares fora de série e em estado excecional podiam chegar aos 6.500 €. Em 2025, um Fiat Barchetta custa cerca de 10.000 € / 10.500 €, e já vi exemplares vendidos por 12.000 €. Se tivessem seguido o meu conselho, em 10 anos tinham ganho cerca de 5.000 € . Nada mau investimento para um F...

Test-Drive | 2015 Smart ForFour Prime

Eu não gosto de Smarts. Especialmente do antigo Smart Fortwo, até porque o antigo Smart Forfour e o Smart Roadster eram carros muito porreiros. Mas o Fortwo? abominava o carro. E acima de tudo abominava o Marketing por de trás deste carro. Vinham com uma grande conversa do chassis em Tridion que foi uma característica de segurança tão exagerada por parte da Smart que as pessoas ficavam com a percepção de que o carro era mais seguro do que outros carros maiores e de segmentos superiores. O que é de doidos, mas realmente, existiam pessoas convencidíssimas disto e mesmo de uma forma fanática. Claro que testes como este , refutavam completamente todos os argumentos a favor da segurança do Smart. É impossível um carro tão pequeno, leve e sem uma frente longa o suficiente para amortecer os impactos ser um carro seguro. O próprio Insurance Institute for Highway Safety constata isso  neste vídeo . Depois vem a parte da poupança de combustível. O Smart não era um carro extra...